Governo do Amapá e ‘KaMin/Cadam’ articulam nova rota logística para exportação de caulim pelo Porto de Santana


Alinhamento estratégico busca consolidar o sistema portuário santanense como solução definitiva para a estabilidade do comércio exterior da mineradora

Iniciativa quer projetar uma nova rota de exportação de caulim através do Porto de Santana

Dando continuidade às tratativas iniciadas no início deste ano, o Governo do Estado e executivos da empresa KaMin/Cadam voltaram a se reunir para reestruturar a logística de exportação da mineradora. O objetivo é avaliar a viabilidade de escoar a produção via balsas pelo Rio Jari até o Porto de Santana.

A articulação está sendo conduzida pela Secretaria de Estado da Mineração (Semin), que tem apresentado aos empresários os incentivos fiscais e as vantagens competitivas da infraestrutura portuária amapaense.

O secretário da Semin, Mamede Barbosa, destacou que a medida estratégica visa superar o histórico gargalo das restrições de calado (profundidade) no Rio Jari. Como o terminal de Santana não apresenta essas limitações, a mudança garantirá a continuidade das operações e o fluxo de embarque da companhia durante os doze meses do ano, sem interrupções.

Secretário da Semin, Mamede Barbosa, articulou o encontro com diretores da KaMin

“Além disso, pautamos a comercialização dos resíduos da empresa, que são agregados de diversas granulometrias com alto potencial de aplicação na construção civil”, pontuou o secretário.

A KaMin/Cadam, uma das maiores produtoras e exportadoras de caulim do mundo, detém participação majoritária na Cadam S.A., responsável pela exploração do mineral na mina Morro do Felipe, localizada no município de Vitória do Jari, no sul do estado.

Reunião ocorreu para gerar novas oportunidades e movimentar o setor portuário amapaense

A parceria com a gigante norte-americana abre portas para que o Amapá amplie sua fatia no mercado global. A viabilização da rota pelo Porto de Santana garante maior competitividade ao caulim amapaense nos exigentes mercados da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos.

Ao alinhar interesses públicos e privados, a gestão estadual transforma a infraestrutura portuária local em um ativo altamente atraente para novos investimentos internacionais.

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