HCAL amplia capacidade de tratamento da colecistite aguda no Amapá com a aquisição de novas caixas cirúrgicas para coleta


Novos equipamentos ampliam procedimentos minimamente invasivos e agilizam o atendimento a pacientes com inflamações na vesícula

O Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal) ampliou a capacidade de atendimento a pacientes com colecistite aguda após a aquisição de novas caixas cirúrgicas específicas para colecistectomia, procedimento de retirada da vesícula biliar. A iniciativa faz parte dos investimentos do Governo do Estado para ampliar cirurgias eletivas pelo Programa Zera Fila.

Novas caixas cirúrgicas específicas para colecistectomia

Atualmente, cerca de 300 pessoas aguardam pelo procedimento no Amapá. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) prevê realizar 200 cirurgias até o fim do ano, reduzindo significativamente o tempo de espera e prevenindo complicações associadas à doença.

As novas caixas cirúrgicas adquiridas pelo Hcal incluem pinças, câmeras de vídeo, trocáteres e instrumentos delicados projetados para cirurgias minimamente invasivas. O conjunto possibilita maior precisão e segurança durante a laparoscopia, aumentando o número de procedimentos diários e reduzindo o tempo de recuperação dos pacientes.

A diretora técnica do Saúde Link, Rosália Freitas, explica que a colecistite é uma inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por cálculos, pequenos depósitos endurecidos de gordura e sais biliares.

“A colecistite é tratada por uma técnica minimamente invasiva, na qual a vesícula biliar e os cálculos são retirados. Esses cálculos obstruem a passagem da bile, provocando inflamação, dor intensa e risco de infecção”, detalha.

Rosália Freitas, diretora técnica do Saúde Link

Segundo a médica, o uso das novas caixas cirúrgicas especializadas torna o procedimento mais seguro, rápido e menos invasivo, reduzindo o tempo de internação e permitindo o retorno precoce às atividades cotidianas.

Entre os pacientes beneficiados está Maria Luciene, 42 anos, que teve a primeira crise em 2023. Após exames, recebeu diagnóstico de colelitíase (presença de cálculos na vesícula) e conviveu com episódios recorrentes de dor abdominal até ser chamada para a cirurgia, realizada na manhã desta segunda-feira, 24, acompanhada pelo marido.

Maria Luciene, recuperando-se na enfermaria

“Em um ano descobrimos as pedras da vesícula e, após o diagnóstico, fomos orientados a entrar no programa Zera Fila. Hoje a cirurgia foi realizada com sucesso, e ela já está se recuperando”, relata o marido, Adervan Silva.

Adervan Silva, marido e acompanhante da paciente

Com a aquisição de novos equipamentos e a intensificação das cirurgias, o Hcal e o Programa Saúde Link reforçam o compromisso de reduzir filas, modernizar serviços e ampliar o acesso a procedimentos de média complexidade.

A Sesa reforça que a meta é alcançar o maior número de pacientes possível ainda este ano, garantindo que pessoas com colecistite aguda tenham acesso rápido a um tratamento seguro e eficaz.

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